A Mata Atlântica é aqui! É um bioma estratégico para o presente e o futuro do Brasil. Responsável por serviços ecossistêmicos vitais, como a regulação do clima, o fornecimento de água e a manutenção da biodiversidade. Abriga cerca de 120 milhões de brasileiros e movimenta, direta e indiretamente, cerca de 70% do PIB nacional. Além disso, é o lar de mais de 890 espécies de aves. Muitas dessas estão ameaçadas de extinção, assim como seu lar.
“Escute as Aves da Mata Atlântica” é um chamado à escuta ativa e à participação. A escute, neste contexto, é simbólica e literal: é sobre prestar atenção aos sons da floresta, mas também às vozes de quem a defende, às populações que dela dependem, e às espécies que correm o risco de serem silenciadas.
Quando a mata cai, o canto silencia. A Mata Atlântica abrange 17 estados brasileiros, acompanhando grande parte de nossa costa atlântica. Hoje nos restam menos de 30% dos habitats nativos deste bioma, fragmentos de um todo que já foi bem conectado. A degradação desse habitat coloca em risco não apenas a fauna e flora, mas também o equilíbrio ecológico, a segurança hídrica e a qualidade de vida da população humana. Proteger e restaurar habitats é uma das ações mais urgentes para assegurar que continuemos escutando o canto da Mata Atlântica.
Se perdemos a Mata Atlântica, perderemos um dos mais importantes centros de biodiversidade do mundo!
Ave silvestre não é enfeite, presente ou animal de estimação. No Brasil aproximadamente 82% dos animais capturados para o comércio ilegal são aves. A retirada dos animais da natureza enfraquece populações inteiras, alimenta o crime ambiental e aumenta o risco de extinções. No processo da captura até o destino final, a estimativa é que 9 de cada 10 aves morram. As aves mais procuradas como pets são os passarinhos, papagaios, periquitos e araras, animais que chamam bastante atenção por suas cores, cantos e comportamento. Já na caça, as pombas, os mutuns, os macucos e os jacus são os principais alvos.
A caça de subsistência e/ou esportiva continua sendo a maior ameaça para a conservação do mutum-do-sudeste, por exemplo, visto que existe também toda uma cultura popular agregada à atividade de caça.
As consequências da retirada de animais da natureza são visíveis: perdas irrecuperáveis da diversidade de espécies de aves, empobrecimento das florestas e dos serviços ecossitêmicos.
>> Art. 29. É proibido matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente
A soltura inadequada de animais silvestres é um risco à vida de várias espécies. Os riscos não são restritos aos indivíduos soltos inadequadamente, pelo contrário, eles afetam também outras espécies de animais locais, além de seres humanos. A transmissão de doenças, a competição por alimentos, o aumento da predação e o desequilíbrio ecológico são ameaças reais da soltura inadequada de animais na natureza. Antes de soltar um animal silvestre, busque auxílio entrando em contato com CETAS, polícia ambiental e SEMAS de seu município.
Não solte nenhum animal na natureza.
Não plante espécies sem antes saber se são nativas ou exóticas invasoras
Informe-se conheça, antes de agir.
Cada espécie possui um habitat e uma área de ocorrência específicos, e nem todas são nativas da Mata Atlântica. Quando uma espécie é encontrada fora de sua área natural, ela é considerada exótica. Algumas dessas espécies conseguem se estabelecer e se espalhar nesses novos ambientes; quando isso acontece e elas passam a causar impactos negativos, são chamadas de espécies exóticas invasoras.
Essas espécies podem afetar negativamente as espécies nativas de várias formas: competindo por alimento, espaço e locais de nidificação, predando indivíduos, transmitindo doenças ou até reproduzindo com espécies locais e gerando híbridos. Como resultado, as exóticas invasoras podem provocar desequilíbrios significativos nos ecossistemas.