Ministério da Cultura e Parque das Aves apresentam

escute as aves da

Mata Atlântica

#somosParteDissoeissoImporta

Aves da Mata Atlântica Brasileira

A Mata Atlântica abriga uma das maiores diversidades de aves do planeta. Entre florestas, restingas, manguezais e áreas úmidas, milhares de espécies ajudam a manter o equilíbrio ecológico dos ecossistemas brasileiros, atuando na polinização, dispersão de sementes e regeneração das florestas.

A exposição Passarinhada Atlântica convida o público a observar de perto uma pequena amostra das aves mais belas, emblemáticas — e ameaçadas — desse bioma. Por meio da fotografia, da arte e da educação ambiental, a mostra propõe uma experiência de contemplação, sensibilização e conexão com a biodiversidade brasileira.

Algumas das espécies apresentadas nesta exposição estão sob a atenção do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Aves da Mata Atlântica (PAN Aves da Mata Atlântica), integrando esforços estratégicos para a proteção da avifauna desse ecossistema, que é um dos mais ameaçados do mundo. Conservar essas aves significa preservar também as florestas, os rios, os manguezais e os ciclos naturais
que sustentam a vida.

Ficha Técnica

Direção Geral

Breno Barretto

Curadoria

Antônio Eduardo Araujo Barbosa

Pedro Pinheiro

Coordenação de produção

Etenoel Santos

Pedro Pinheiro

Coordenação Técnica

Joana Marambaia

Produção Executiva

Jéssica Gomes

Fabiana Anjos

Direção de Arte

Mariana Bertrand

ACESSIBILIDADE

Carina Alves
Clecio Souza
Luciana Medeiros
Rayssa Nunes

Apoio Institucional

Museu do Jardim Botânico

Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

Patrocínio

Parque das Aves

Realização

PARCEC Serviços

Instituto IDI

Ministério da Cultura

Foto

João Marcos Rosa

Papagaio-verdadeiro

Amazona aestiva

Família

Psittacidae

Ordem

Psittaciformes

Categoria de ameaça

NT - Quase Ameaçada

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Um dos papagaios mais conhecidos do Brasil, o papagaio-verdadeiro é símbolo da inteligência e da  impressionante capacidade de vocalização das aves brasileiras. Vive em bandos barulhentos e possui forte comportamento social, sendo frequentemente observado em áreas de mata, cerrados e bordas florestais.

Além de sua beleza e carisma, exerce importante papel ecológico na dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração natural das florestas. Apesar de ainda relativamente comum em algumas regiões, sofre pressão constante do comércio ilegal de animais silvestres e da destruição de habitats naturais

Foto

Susana Coppede

Beija-flor-vermelho

Amazona brasiliensis

Família

Trochilidae

Ordem

Apodiformes

Categoria de ameaça

LC - Pouco Preocupante

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Pequeno, veloz e extremamente importante para a polinização das flores nativas, o beija-flor-vermelho é uma das aves mais delicadas e fascinantes da Mata Atlântica. Seu voo preciso e a capacidade de permanecer parado no ar fazem desta espécie uma das mais admiradas entre os observadores de aves.

Ao visitar flores em busca de néctar, contribui diretamente para a reprodução de diversas espécies vegetais. Sua presença demonstra a complexa relação entre fauna e flora nos ecossistemas tropicais brasileiros.

Foto

Gabriel Marchi

Papagaio-de-cara-roxa

Amazona brasiliensis

Família

Psittacidae

Ordem

Psittaciformes

Categoria de ameaça

NT - Quase Ameaçada

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Endêmico da Mata Atlântica brasileira, o papagaio-de-cara-roxa habita principalmente áreas costeiras, ilhas, manguezais e restingas do sul e sudeste do país. Sua plumagem vibrante e comportamento extremamente sociável fazem da espécie um importante símbolo da conservação ambiental brasileira.

Durante décadas, sofreu forte redução populacional devido ao tráfico de animais silvestres e à destruição dos ambientes costeiros. Atualmente, ações de monitoramento e proteção vêm ajudando na recuperação gradual da espécie, demonstrando a importância das iniciativas de conservação da Mata Atlântica.

Foto

Ciro Albano

Chupa-dente-do-nordeste

Conopophaga cearae

Família

Conopophagidae

Ordem

Passeriformes

Categoria de ameaça

EN - Em Perigo

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Espécie rara e de hábitos discretos, o chupa-dente-do-nordeste vive em áreas específicas da Mata Atlântica nordestina, principalmente em fragmentos florestais úmidos e preservados. Seu comportamento reservado e a preferência pelo interior das matas tornam seus registros científicos relativamente difíceis.

A fragmentação florestal, o avanço urbano e a redução dos remanescentes de Mata Atlântica colocaram a espécie em situação de ameaça. Sua conservação depende diretamente da proteção das florestas do Nordeste brasileiro.

Foto

Leonardo Merçon

Mutum-de-bico-vermelho

Crax blumenbachii

Família

Cracidae

Ordem

Galliformes

Categoria de ameaça

EN - Em Perigo

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Símbolo da fauna ameaçada da Mata Atlântica, o mutum-de-bico-vermelho é uma ave de grande porte essencial para o equilíbrio ecológico das florestas tropicais. Alimentando-se principalmente de frutos, atua como importante dispersor de sementes, auxiliando diretamente na regeneração florestal.

Historicamente afetado pela caça predatória e pela destruição acelerada do habitat, tornou-se uma das espécies prioritárias em programas nacionais de conservação. Hoje, sua sobrevivência depende da preservação dos remanescentes florestais e de ações de conservação.

Foto

João Marcos Rosa

Guará

Eudocimus ruber

Família

Threskiornithidae

Ordem

Pelecaniformes

Categoria de ameaça

LC - Pouco Preocupante

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Com sua plumagem vermelha intensa, o guará é uma das aves mais emblemáticas dos manguezais brasileiros. Sua coloração vibrante resulta da alimentação rica em pequenos crustáceos presentes nos ambientes costeiros.

Durante décadas, desapareceu de diversas regiões do litoral brasileiro devido à caça e à degradação ambiental. A recuperação recente de populações em alguns estados demonstra a importância da conservação dos manguezais e áreas úmidas costeiras.

Foto

Jailson Souza

Crejoá

Cotingidae

Família

Cotingidae

Ordem

Passeriformes

Categoria de ameaça

EN - Em Perigo

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

O crejoá é uma das aves mais ameaçadas da Mata Atlântica e também uma das mais belas representantes da avifauna brasileira. Sua plumagem marcante e seus hábitos silenciosos fazem da espécie um verdadeiro símbolo da biodiversidade ameaçada do sul da Bahia.

A destruição acelerada das florestas reduziu drasticamente suas populações naturais, tornando raros os registros da espécie na natureza. A população é considerada severamente fragmentada, as localidades de registro estão distantes entre si e separadas por habitat não adequado e intransponível à espécie.

Foto

Gabriel Marchi

Bicudinho-do-brejo

Formicivora acutirostris

Família

Thamnophilidae

Ordem

Passeriformes

Categoria de ameaça

VU - Vulnerável

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Habitante de brejos e áreas úmidas da Mata Atlântica, o bicudinho-do-brejo depende diretamente da preservação desses ecossistemas frágeis para sobreviver. Pequeno e discreto, vive entre vegetações densas próximas a áreas alagadas.

A drenagem de brejos, a expansão urbana e a ocupação irregular das áreas úmidas reduziram significativamente seus habitats naturais. Sua presença reforça a importância ecológica das áreas alagadas para a biodiversidade brasileira.

Foto

Leonardo Merçon

Topetinho-vermelho

Lophornis magnificus

Família

Trochilidae

Ordem

Apodiformes

Categoria de ameaça

LC - Pouco Preocupante

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Pequeno e exuberante, o topetinho-vermelho chama atenção pela combinação de cores vibrantes e pela elegante crista presente nos machos. Seus movimentos rápidos e comportamento territorial tornam a espécie uma das mais impressionantes entre os beija-flores brasileiros.

Além de sua beleza singular, possui importante papel ecológico na polinização de flores da Mata Atlântica, ajudando na manutenção da diversidade vegetal dos ambientes florestais.

Foto

Alexander Zaidan

Entufado-baiano

Merulaxis stresemanni

Família

Rhinocryptidae

Ordem

Passeriformes

Categoria de ameaça

CR - Criticamente em Perigo

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Considerado uma das aves mais raras do planeta, o entufado-baiano ocorre apenas em pequenos fragmentos de Mata Atlântica no sul da Bahia. De hábitos discretos e vocalização marcante, vive escondido na vegetação densa do sub-bosque, tornando sua observação extremamente difícil.

A intensa fragmentação florestal reduziu drasticamente suas populações naturais, colocando a espécie em risco crítico de extinção. Sua existência tornou-se símbolo da urgência em proteger os últimos remanescentes de Mata Atlântica.

Foto

Ciro Albano

Saíra-apunhalada

Nemosia rourei

Família

Thraupidae

Ordem

Passeriformes

Categoria de ameaça

CR - Criticamente em Perigo

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Redescoberta após décadas sem registros científicos, a saíra-apunhalada tornou-se símbolo da resistência da biodiversidade brasileira. De rara beleza e ocorrência extremamente restrita, vive em poucos fragmentos preservados da Mata Atlântica Capixaba.

A destruição histórica das florestas reduziu drasticamente suas populações naturais, colocando a espécie em risco crítico de extinção. Sua conservação depende da proteção integral dos últimos remanescentes florestais onde ainda sobrevive.

Foto

Fernando Farias

Saíra-apunhalada

Sporophila melanogaster

Família

Thraupidae

Ordem

Passeriformes

Categoria de ameaça

VU - Vulnerável

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Espécie pequena e delicada, o caboclinho-de-barriga-preta sofre fortemente com o tráfico ilegal de aves silvestres e a perda de áreas naturais. Seu canto característico tornou a espécie alvo frequente da captura clandestina.

Além do impacto causado pelo comércio ilegal, a fragmentação de habitats naturais compromete diretamente suas áreas de alimentação e reprodução. Sua preservação depende do fortalecimento das políticas de proteção à fauna brasileira.

Foto

Cristine Prates

Coruja-preta

Strix huhula

Família

Strigidae

Ordem

Strigiformes

Categoria de ameaça

VU - Vulnerável

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

De hábitos noturnos e olhar marcante, a coruja-preta é uma importante predadora natural dos ecossistemas florestais. Sua atuação no controle de pequenos mamíferos e insetos ajuda a manter o equilíbrio ecológico das matas.

A redução de áreas florestais e a fragmentação da Mata Atlântica impactam diretamente sua sobrevivência e reprodução. Mesmo pouco observada, desempenha papel essencial na dinâmica ambiental das florestas tropicais.

Foto

Leonardo Merçon

Cambada-de-chaves

Tangara brasiliensis

Família

Thraupidae

Ordem

Passeriformes

Categoria de ameaça

LC - Pouco Preocupante

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Colorida e vibrante, a cambada-de-chaves é uma das aves mais representativas da Mata Atlântica costeira. Costuma viver em pequenos grupos que percorrem as copas das árvores em busca de frutos e insetos.

Seu comportamento social e alimentação baseada em frutos ajudam diretamente na dispersão de sementes e na regeneração natural das florestas. A espécie também é considerada importante indicadora da qualidade ambiental.

Foto

Ciro Albano

Saíra-pintor

Tangara fastuosa

Família

Thraupidae

Ordem

Passeriformes

Categoria de ameaça

VU - Vulnerável

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Conhecida pelas cores exuberantes e contrastantes, a saíra-pintor é considerada uma das aves mais belas da Mata Atlântica brasileira. Vive principalmente em áreas florestais úmidas do Nordeste, deslocando-se pelas copas em busca de frutos.

O desmatamento histórico e a fragmentação dos remanescentes florestais reduziram significativamente suas populações naturais. Atualmente, a espécie é símbolo da necessidade urgente de preservação da Mata Atlântica nordestina.

Foto

Silene Aires

Saíra-sete-cores

Tangara seledon

Família

Thraupidae

Ordem

Passeriformes

Categoria de ameaça

LC - Pouco Preocupante

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

A saíra-sete-cores impressiona pela combinação vibrante de tons verdes, azuis, amarelos e turquesa, sendo considerada uma das aves mais bonitas da Mata Atlântica brasileira. Vive principalmente em áreas florestais úmidas, deslocando-se em pequenos grupos pelas copas das árvores.

Além da exuberância visual, possui importante função ecológica ao alimentar-se de frutos e contribuir para a dispersão de sementes. Sua presença costuma indicar ambientes relativamente preservados e com boa qualidade ambiental

Foto

Luiz Freire

Formigueiro-do-litoral

Formicivora littoralis

Família

Thamnophilidae

Ordem

Passeriformes

Categoria de ameaça

EN - Em Perigo

Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas

Esta é uma ave endêmica da Mata Atlântica brasileira e do estado do Rio de Janeiro (Região dos Lagos), com distribuição muito restrita e de-pendente de restinga. Embora possa ser localmente abundante no habitat onde ocorre, sua população é pequena, provavelmente não excedendo 2.500 indivíduos adultos, e vem declinando devido à perda de habitat, principalmente para expansão imobiliária. O formigueiro-do-litoral forma pares reprodutores em territórios e sua dieta consiste basicamente em insetos (por exemplo, besouros, formigas e gafanhotos).

Além da perda de habitat, outra pressão é a intensa predação de ovos e filhotes nos ninhos por saguis do gênero Callithrix, que representa uma forte ameaça à conservação da espécie, comprometendo o sucesso reprodutivo da ave. Na área de distribuição do formigueiro-do-litoral, o sagui-de-tufos-pretos e o sagui-de-tufos-brancos são espécies exóticas invasoras, pois pertencem a outras regiões do Brasil e vêm causando danos à fauna local.

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