Ministério da Cultura e Parque das Aves apresentam
escute as aves da
Mata Atlântica
#somosParteDissoeissoImporta
Aves da Mata Atlântica Brasileira
A Mata Atlântica abriga uma das maiores diversidades de aves do planeta. Entre florestas, restingas, manguezais e áreas úmidas, milhares de espécies ajudam a manter o equilíbrio ecológico dos ecossistemas brasileiros, atuando na polinização, dispersão de sementes e regeneração das florestas.
A exposição Passarinhada Atlântica convida o público a observar de perto uma pequena amostra das aves mais belas, emblemáticas — e ameaçadas — desse bioma. Por meio da fotografia, da arte e da educação ambiental, a mostra propõe uma experiência de contemplação, sensibilização e conexão com a biodiversidade brasileira.
Algumas das espécies apresentadas nesta exposição estão sob a atenção do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Aves da Mata Atlântica (PAN Aves da Mata Atlântica), integrando esforços estratégicos para a proteção da avifauna desse ecossistema, que é um dos mais ameaçados do mundo. Conservar essas aves significa preservar também as florestas, os rios, os manguezais e os ciclos naturais que sustentam a vida.
Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Patrocínio
Parque das Aves
Realização
PARCEC Serviços
Instituto IDI
Ministério da Cultura
Foto
João Marcos Rosa
Papagaio-verdadeiro
Amazona aestiva
Família
Psittacidae
Ordem
Psittaciformes
Categoria de ameaça
NT - Quase Ameaçada
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Um dos papagaios mais conhecidos do Brasil, o papagaio-verdadeiro é símbolo da inteligência e da impressionante capacidade de vocalização das aves brasileiras. Vive em bandos barulhentos e possui forte comportamento social, sendo frequentemente observado em áreas de mata, cerrados e bordas florestais.
Além de sua beleza e carisma, exerce importante papel ecológico na dispersão de sementes, contribuindo para a regeneração natural das florestas. Apesar de ainda relativamente comum em algumas regiões, sofre pressão constante do comércio ilegal de animais silvestres e da destruição de habitats naturais
Foto
Susana Coppede
Beija-flor-vermelho
Amazona brasiliensis
Família
Trochilidae
Ordem
Apodiformes
Categoria de ameaça
LC - Pouco Preocupante
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Pequeno, veloz e extremamente importante para a polinização das flores nativas, o beija-flor-vermelho é uma das aves mais delicadas e fascinantes da Mata Atlântica. Seu voo preciso e a capacidade de permanecer parado no ar fazem desta espécie uma das mais admiradas entre os observadores de aves.
Ao visitar flores em busca de néctar, contribui diretamente para a reprodução de diversas espécies vegetais. Sua presença demonstra a complexa relação entre fauna e flora nos ecossistemas tropicais brasileiros.
Foto
Gabriel Marchi
Papagaio-de-cara-roxa
Amazona brasiliensis
Família
Psittacidae
Ordem
Psittaciformes
Categoria de ameaça
NT - Quase Ameaçada
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Endêmico da Mata Atlântica brasileira, o papagaio-de-cara-roxa habita principalmente áreas costeiras, ilhas, manguezais e restingas do sul e sudeste do país. Sua plumagem vibrante e comportamento extremamente sociável fazem da espécie um importante símbolo da conservação ambiental brasileira.
Durante décadas, sofreu forte redução populacional devido ao tráfico de animais silvestres e à destruição dos ambientes costeiros. Atualmente, ações de monitoramento e proteção vêm ajudando na recuperação gradual da espécie, demonstrando a importância das iniciativas de conservação da Mata Atlântica.
Foto
Ciro Albano
Chupa-dente-do-nordeste
Conopophaga cearae
Família
Conopophagidae
Ordem
Passeriformes
Categoria de ameaça
EN - Em Perigo
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Espécie rara e de hábitos discretos, o chupa-dente-do-nordeste vive em áreas específicas da Mata Atlântica nordestina, principalmente em fragmentos florestais úmidos e preservados. Seu comportamento reservado e a preferência pelo interior das matas tornam seus registros científicos relativamente difíceis.
A fragmentação florestal, o avanço urbano e a redução dos remanescentes de Mata Atlântica colocaram a espécie em situação de ameaça. Sua conservação depende diretamente da proteção das florestas do Nordeste brasileiro.
Foto
Leonardo Merçon
Mutum-de-bico-vermelho
Crax blumenbachii
Família
Cracidae
Ordem
Galliformes
Categoria de ameaça
EN - Em Perigo
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Símbolo da fauna ameaçada da Mata Atlântica, o mutum-de-bico-vermelho é uma ave de grande porte essencial para o equilíbrio ecológico das florestas tropicais. Alimentando-se principalmente de frutos, atua como importante dispersor de sementes, auxiliando diretamente na regeneração florestal.
Historicamente afetado pela caça predatória e pela destruição acelerada do habitat, tornou-se uma das espécies prioritárias em programas nacionais de conservação. Hoje, sua sobrevivência depende da preservação dos remanescentes florestais e de ações de conservação.
Foto
João Marcos Rosa
Guará
Eudocimus ruber
Família
Threskiornithidae
Ordem
Pelecaniformes
Categoria de ameaça
LC - Pouco Preocupante
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Com sua plumagem vermelha intensa, o guará é uma das aves mais emblemáticas dos manguezais brasileiros. Sua coloração vibrante resulta da alimentação rica em pequenos crustáceos presentes nos ambientes costeiros.
Durante décadas, desapareceu de diversas regiões do litoral brasileiro devido à caça e à degradação ambiental. A recuperação recente de populações em alguns estados demonstra a importância da conservação dos manguezais e áreas úmidas costeiras.
Foto
Jailson Souza
Crejoá
Cotingidae
Família
Cotingidae
Ordem
Passeriformes
Categoria de ameaça
EN - Em Perigo
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
O crejoá é uma das aves mais ameaçadas da Mata Atlântica e também uma das mais belas representantes da avifauna brasileira. Sua plumagem marcante e seus hábitos silenciosos fazem da espécie um verdadeiro símbolo da biodiversidade ameaçada do sul da Bahia.
A destruição acelerada das florestas reduziu drasticamente suas populações naturais, tornando raros os registros da espécie na natureza. A população é considerada severamente fragmentada, as localidades de registro estão distantes entre si e separadas por habitat não adequado e intransponível à espécie.
Foto
Gabriel Marchi
Bicudinho-do-brejo
Formicivora acutirostris
Família
Thamnophilidae
Ordem
Passeriformes
Categoria de ameaça
VU - Vulnerável
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Habitante de brejos e áreas úmidas da Mata Atlântica, o bicudinho-do-brejo depende diretamente da preservação desses ecossistemas frágeis para sobreviver. Pequeno e discreto, vive entre vegetações densas próximas a áreas alagadas.
A drenagem de brejos, a expansão urbana e a ocupação irregular das áreas úmidas reduziram significativamente seus habitats naturais. Sua presença reforça a importância ecológica das áreas alagadas para a biodiversidade brasileira.
Foto
Leonardo Merçon
Topetinho-vermelho
Lophornis magnificus
Família
Trochilidae
Ordem
Apodiformes
Categoria de ameaça
LC - Pouco Preocupante
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Pequeno e exuberante, o topetinho-vermelho chama atenção pela combinação de cores vibrantes e pela elegante crista presente nos machos. Seus movimentos rápidos e comportamento territorial tornam a espécie uma das mais impressionantes entre os beija-flores brasileiros.
Além de sua beleza singular, possui importante papel ecológico na polinização de flores da Mata Atlântica, ajudando na manutenção da diversidade vegetal dos ambientes florestais.
Foto
Alexander Zaidan
Entufado-baiano
Merulaxis stresemanni
Família
Rhinocryptidae
Ordem
Passeriformes
Categoria de ameaça
CR - Criticamente em Perigo
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Considerado uma das aves mais raras do planeta, o entufado-baiano ocorre apenas em pequenos fragmentos de Mata Atlântica no sul da Bahia. De hábitos discretos e vocalização marcante, vive escondido na vegetação densa do sub-bosque, tornando sua observação extremamente difícil.
A intensa fragmentação florestal reduziu drasticamente suas populações naturais, colocando a espécie em risco crítico de extinção. Sua existência tornou-se símbolo da urgência em proteger os últimos remanescentes de Mata Atlântica.
Foto
Ciro Albano
Saíra-apunhalada
Nemosia rourei
Família
Thraupidae
Ordem
Passeriformes
Categoria de ameaça
CR - Criticamente em Perigo
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Redescoberta após décadas sem registros científicos, a saíra-apunhalada tornou-se símbolo da resistência da biodiversidade brasileira. De rara beleza e ocorrência extremamente restrita, vive em poucos fragmentos preservados da Mata Atlântica Capixaba.
A destruição histórica das florestas reduziu drasticamente suas populações naturais, colocando a espécie em risco crítico de extinção. Sua conservação depende da proteção integral dos últimos remanescentes florestais onde ainda sobrevive.
Foto
Fernando Farias
Saíra-apunhalada
Sporophila melanogaster
Família
Thraupidae
Ordem
Passeriformes
Categoria de ameaça
VU - Vulnerável
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Espécie pequena e delicada, o caboclinho-de-barriga-preta sofre fortemente com o tráfico ilegal de aves silvestres e a perda de áreas naturais. Seu canto característico tornou a espécie alvo frequente da captura clandestina.
Além do impacto causado pelo comércio ilegal, a fragmentação de habitats naturais compromete diretamente suas áreas de alimentação e reprodução. Sua preservação depende do fortalecimento das políticas de proteção à fauna brasileira.
Foto
Cristine Prates
Coruja-preta
Strix huhula
Família
Strigidae
Ordem
Strigiformes
Categoria de ameaça
VU - Vulnerável
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
De hábitos noturnos e olhar marcante, a coruja-preta é uma importante predadora natural dos ecossistemas florestais. Sua atuação no controle de pequenos mamíferos e insetos ajuda a manter o equilíbrio ecológico das matas.
A redução de áreas florestais e a fragmentação da Mata Atlântica impactam diretamente sua sobrevivência e reprodução. Mesmo pouco observada, desempenha papel essencial na dinâmica ambiental das florestas tropicais.
Foto
Leonardo Merçon
Cambada-de-chaves
Tangara brasiliensis
Família
Thraupidae
Ordem
Passeriformes
Categoria de ameaça
LC - Pouco Preocupante
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Colorida e vibrante, a cambada-de-chaves é uma das aves mais representativas da Mata Atlântica costeira. Costuma viver em pequenos grupos que percorrem as copas das árvores em busca de frutos e insetos.
Seu comportamento social e alimentação baseada em frutos ajudam diretamente na dispersão de sementes e na regeneração natural das florestas. A espécie também é considerada importante indicadora da qualidade ambiental.
Foto
Ciro Albano
Saíra-pintor
Tangara fastuosa
Família
Thraupidae
Ordem
Passeriformes
Categoria de ameaça
VU - Vulnerável
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Conhecida pelas cores exuberantes e contrastantes, a saíra-pintor é considerada uma das aves mais belas da Mata Atlântica brasileira. Vive principalmente em áreas florestais úmidas do Nordeste, deslocando-se pelas copas em busca de frutos.
O desmatamento histórico e a fragmentação dos remanescentes florestais reduziram significativamente suas populações naturais. Atualmente, a espécie é símbolo da necessidade urgente de preservação da Mata Atlântica nordestina.
Foto
Silene Aires
Saíra-sete-cores
Tangara seledon
Família
Thraupidae
Ordem
Passeriformes
Categoria de ameaça
LC - Pouco Preocupante
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
A saíra-sete-cores impressiona pela combinação vibrante de tons verdes, azuis, amarelos e turquesa, sendo considerada uma das aves mais bonitas da Mata Atlântica brasileira. Vive principalmente em áreas florestais úmidas, deslocando-se em pequenos grupos pelas copas das árvores.
Além da exuberância visual, possui importante função ecológica ao alimentar-se de frutos e contribuir para a dispersão de sementes. Sua presença costuma indicar ambientes relativamente preservados e com boa qualidade ambiental
Foto
Luiz Freire
Formigueiro-do-litoral
Formicivora littoralis
Família
Thamnophilidae
Ordem
Passeriformes
Categoria de ameaça
EN - Em Perigo
Categorias de risco de extinção para espécies ameaçadas
Esta é uma ave endêmica da Mata Atlântica brasileira e do estado do Rio de Janeiro (Região dos Lagos), com distribuição muito restrita e de-pendente de restinga. Embora possa ser localmente abundante no habitat onde ocorre, sua população é pequena, provavelmente não excedendo 2.500 indivíduos adultos, e vem declinando devido à perda de habitat, principalmente para expansão imobiliária. O formigueiro-do-litoral forma pares reprodutores em territórios e sua dieta consiste basicamente em insetos (por exemplo, besouros, formigas e gafanhotos).
Além da perda de habitat, outra pressão é a intensa predação de ovos e filhotes nos ninhos por saguis do gênero Callithrix, que representa uma forte ameaça à conservação da espécie, comprometendo o sucesso reprodutivo da ave. Na área de distribuição do formigueiro-do-litoral, o sagui-de-tufos-pretos e o sagui-de-tufos-brancos são espécies exóticas invasoras, pois pertencem a outras regiões do Brasil e vêm causando danos à fauna local.
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